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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Workshop Verdade e Amor, com Tulku Lobsang, 5 Março 2013, Maia

Como nos apegamos às memórias, às vezes nós vivemos no passado.
Ou então preocupamo-nos sobre o nosso futuro e estamos aflitos com medos de como o nosso futuro poderá ser.

Para experienciar a nossa natureza  e abrir o nosso coração, nós precisamos de ser livres: libertar as nossas memórias do passado e ideias de como o futuro deveria ser.

Este é o único caminho de estar realmente no momento presente.

Tulku Lobsang Rimpoché ensina-nos os métodos de como abrir o nosso coração. Assim aprendemos a não permanecer preso nas memórias.

Isto abre os nossos corações e liberta-nos dos medos e expectativas que criam tensões e bloqueios, a nível físico, energético e emocional; bloqueios que depois se refletem na nossa vida pessoal, familiar e profissional.

Só abrindo o coração é possível experienciar o amor na nossa vida.

Através desta experiência a nossa vida será mais preciosa e terá mais sentido. Sem amor nós não seriamos capazes de ver a beleza nas pessoas, na natureza, nos objectos ou num local.

Ao aprender a gerar amor, vamos sentindo, a nível do corpo e da mente, cada vez mais profundamente uma felicidade, não temporária, mas permanente: BLISS.

Local: Casa do Povo de Vermoim,  Maia
Preço: 35€
Inscrições: Instituto Changchup info@changchup.com

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Inteligência Emocional e as Ciências Contemplativas


De uma forma minimalista, o nosso cérebro pode ser esquematizado da seguinte forma: o hemisfério esquerdo associado a um pensamento lógico/analítico e o hemisfério direito a um pensamento holístico:


Os testes de QI (Quociente de Inteligência) foram desenvolvidos no princípio do século XX, para medir as habilidades cognitivas e o intelecto, os quais ainda são habitualmente reconhecidos como a inteligência total. O sistema escolar de todo o mundo, foi desenvolvido para valorizar e desenvolver estas aptidões. Outras aptidões importantes, como a habilidade para estar com outras pessoas, têm sido largamente ignoradas.

No princípio dos anos 80, alguns psicólogos começaram a questionar as reivindicações do QI como sendo o único modelo relevante de inteligência.
Em 1983 Howard Gardner desafiou as assunções do modelo único QI no seu livro “Frames of Mind”, concentrando a sua investigação em “múltiplas inteligências.” Gardner argumentou que temos muitos tipos de inteligência, para além das capacidades lógicas-matemáticas e linguísticas tradicionalmente entendidas como a inteligência. As ideias de Gardner começaram a explicar porque é que o QI, por si, não previa de forma capaz o sucesso na maior parte dos aspectos da vida.
Surge então o conceito de inteligência emocional que segundo Daniel Goleman, talvez o maior expoente mundial nesta área, é: ...a capacidade de reconhecermos os nossos sentimentos e os dos outros, para nos motivarmos a nós próprios e para gerirmos de forma eficaz as emoções nos outros e em nós.Goleman explica que as competências da inteligência emocional são, pelo menos, tão importantes como o tradicional QI para determinarem o sucesso no trabalho e na vida.
Reuven Bar-On, um psicólogo clínico da Universidade de Tel Aviv, desenvolveu testes psicológicos para medir o “Quociente Emocional” ou QE de uma pessoa. Ele descreve os “indivíduos emocionalmente inteligentes,” como sendo: ...geralmente optimistas, flexíveis e realistas; habitualmente bem sucedidos a resolver problemas e capazes de lidar com a tensão sem perder o controlo.
Entretanto, os psicólogos John Mayer e Peter Salovey desenvolveram o conceito da “Inteligência Emocional” ser estruturada por quatro ramos ou “competências:”


1) perceber com precisão as próprias emoções e as dos outros, 2) usar as emoções para facilitar o pensamento, 3) compreender o significado das emoções, 4) gerir as emoções (fonte).

De uma forma de novo minimalista,
o nosso "Quociente Emocional" mede a nossa capacidade de ser FELIZ.
E investigação realizada por neurocientistas identificou Mathieu Ricard como o homem mais feliz do mundo (TED Talk). Quando monges budistas Tibetanos meditam durante vários anos, a estrutura molecular dos seus cérebros altera-se gradualmente (plasticidade cerebral). Ressonâncias mangnéticas demonstram que experienciam mais actividade no cortex pre-frontal esquerdo (uma parte do cérebro associada à felicidade) e menos actividade no lado direito (que lida com pensamentos negativos) - fonte, o que parece validar a hipótese da lateralização das emoções (Valence Hypothesis).

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Como desenvolver a nossa inteligência emocional?
Aprenda com o Venerável Mestre Tulku Lonsang, 28-29 Janeiro 2013, Gaia|Guimarães.
LEAN by doing: Lean body and mind.

Registo: tibetan.ventures@gmail.com
Para mais informações: link

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Workshop Mindfulness no desporto e na vida - a Técnica de Corrida/Marcha Tibetana, com Tulku Lobsang

A técnica da corrida Tibetana (GANG GYOK)
Guimarães (Cidade Europeia do Desporto - 2013)
29 de Janeiro 2013, 15h30-18h00, Associação Convívio

Esta workshop enquadrou-se no  ciclo de eventos sobre Inteligência Emocional e as Ciências Contemplativas, 28 e 29 Janeiro 2013 Gaia|Guimarães, 

organizado pela TIBETAN VENTURES (Merging Business and Inner Wisdom)
 Registo obrigatório: tibetan.ventures@gmail.com.



Introdução.

Mindfulness e a Técnica de Corrida Tibetana são práticas de Yoga (conjunto de exercícios físico, respiratório e mental) que são o alicerce de uma vida saudável pois implementa o moto "mente sã em corpo são".


Estas práticas são também importantes para os atletas, pois permite-lhes, em particular, ultrapassar emoções primárias (medo e expectativa) fazendo reduzir o stress e aumentar a sua performance.


O medo e a expectativa dominam a nossa vida, roubando-nos energia e felicidade.
No caso do desportista - o medo de perder e a expectativa de ganhar - fazem-o(a) perder concentração, motivação e poder provocando fadiga física e táctica.

Estas práticas ensinam-nos a ultrapassar estas emoções primárias permitindo-nos viver mais felizes e ter mais sucesso no desporto.

 

A Técnica de Corrida Tibetana é uma prática que pode ser aplicada em qualquer modalidade desportiva, permitindo desenvolver um corpo forte e uma mente focada/concentrada. Esta prática foca quatro componentes: alimentação, exercícios respiratórios, exercícios físicos e imagética. A combinação destes aspectos são particularmente importantes para os atletas atingirem um alto rendimento pois irá favorecer uma maior geração de energia catalisando uma maior velocidade, poder e resistência.

Esta prática traz benefícios não só para os atletas mas para todos em geral, pois permite (1) desenvolver um estado de mindfulness (atenção plena) que permite reduzir o estado de stress e (2) criar um estilo de vida mais saudável.

Tulku Lobsang explicou a teoria por trás desta técnica e transmitiu aos participantes uma prática preliminar. 
Descrição da Prática


Tulku Lobsang

O venerável Tulku Lobsang é um mestre budista muito conceituado e um distinto médico de Medicina Tibetana. Com 17 anos, deixou o Tibete para passar a viver no sul da Índia, de modo a aprofundar e completar os seus estudos. Todos os anos, Tulku Lobsang viaja pela Europa, Ásia e América do Norte e do Sul para partilhar os seus profundos conhecimentos das filosofias e práticas budistas tibetanas e dos antigos conhecimentos de cura tântrica.

Tulku Lobsang discusses the need for mindfulness (video).
Tulku Lobsang on the Austrian television about the Tibetan Running Technique (video).


18 de Junho de 2016, Tulku Lobsang Rinpoche organizou o Segundo Dia Internacional do Gang Gyok em Hamburgo, na Alemanha.
O objectivo deste Dia é promover a saúde e a felicidade em todo o mundo.
Rinpoche lançou pela primeira vez o Dia Internacional do Gang Gyok no ano anterior, quando conduziu mais de 700 pessoas numa corrida pelas ruas de Dharamsala, na Índia.
Milhares de pessoas em todo o mundo manifestaram o seu apoio, organizando eventos locais de Gang Gyok e fazendo com que este evento fosse verdadeiramente internacional.



Mindfulness

A atitude de mindfulness pode traduzir-se como atenção plena, mente alerta ou consciência plena e caracteriza-se por uma atenção ampla e tolerante à generalidade dos fenómenos conscientes, nomeadamente a cognições e sensações sem qualquer crítica ou juízo de valor. A aplicação das práticas mindfulness está a ser cada vez mais investigada por parte da comunidade científica no sentido de perceber e comprovar os benefícios da mindfulness na saúde tomada na sua unicidade – física e psíquica.

Na prática desportiva, a meditação auxilia na capacidade de focar a atenção, na autoconfiança e no funcionamento do organismo como um todo. Sentindo-se mais equilibrado e concentrado, naturalmente o atleta optimiza a sua performance.


Medo e Expectativa: Medo de Perder e a Expectativa de Ganhar

A gestão dos factores psicológicos associados ao desempenho desportivo tem sido uma preocupação constante da área da psicologia do desporto. Desde os primeiros estudos sobre a influência da ansiedade no desempenho, passando pela análise das estratégias de coping que os atletas utilizam, até ao conceito mais recente das zonas individuais de funcionamento óptimo (Hanin, 2000), diversas têm sido as abordagens que procuram ajudar os atletas a aplicar plenamente as suas competências físicas, técnicas e tácticas, sem que a componente psicológica as condicione.

Uma das abordagens mais inovadoras a esta problemática tem sido desenvolvida por Brown, que cruzou o conceito de mindfulness com a forma como os atletas se motivam para a prática. Para este autor, o mindfulness é definido como um estado de atenção a e consciência de aquilo que está a decorrer no presente (Brown & Ryan, 2003).

Parece, assim, que será possível desenvolver estratégias de potenciação do mindfulness e, desta forma, levar os atletas a apresentar melhores tipos de motivação, que certamente permitiram prolongar o seu empenho, de uma forma equilibrada e saudável (António Palmeira, Universidade Lusófona).















quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Palestra Sindrome Burn-Out, com Tulku Lobsang Rinpoche

ESTSP, 28 Janeiro 2013 - 21h00-22h30
 
Porque ocorre o Síndrome Burn-Out?
 
O síndrome de burnout resulta de prolongados níveis de stress no trabalho e compreende exaustão emocional, distanciamento das relações pessoais e diminuição do sentimento de realização pessoal. Pode apresentar-se como alguns transtornos psiquiátricos, como a depressão.

Os efeitos do burnout podem prejudicar o profissional em três níveis: individual (físico, mental, profissional e social), profissional (atendimento negligente e lento ao cliente, contacto impessoal com colegas de trabalho e/ou pacientes/clientes) e organizacional (conflito com os membros da equipe, rotatividade, absenteísmo, diminuição da qualidade dos serviços).
 


Nesta palestra, a resposta emerge clara à medida que Tulku Lobsang deacreve a união do corpo e da mente, de acordo com a visão do Budismo Tantrayana.
 
Através desta transmissão oral preciosa e do seu livro "Freeing Yourself from Burnout Syndrome", este venerável Mestre oferece-nos técnicas simples e eficazes para rejuvenescermos e redescobrirmos a alegria de viver.






Outros eventos de Tulku Lobsang na ESTSP, 28 Janeiro de 2013 (Gaia).
Aprenda a criar um estilo de vida saudável com a Técnica de Corrida/Marcha Tibetana, no dia 29 de Janeiro em Guimarães.
 
Para mais informações: labmindzero@ gmail.com.

Como lidar com o medo e ansiedade? Como lidar com a mudança?

Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto (ESTSP-IPP), 28 Janeiro 2013, 15h30-18h00

Seminário: "Resolução de Conflitos e Lutas de Poder - a perspectiva das Ciências Contemplativas"

Questão: Porque surgem os conflitos e as lutas de poder? Porque somos aversos ao risco e à mudança? Porque sofremos de stress?

Por muito que nos custe admitir, o stress é síntoma de insegurança. E por conseguinte, este é agravado pela nossa incapacidade de lidar com a mudança e a diferença. Inconscientemente disfarçamos/lidamos com esse sentimento de insegurança de variadas formas, tentando dominar o que nos rodeia (pessoas e acontecimentos) para nos sentirmos seguros.

Somo assim aversos ao risco e à mudança, o que significa que temos medo da vida, pois vida é mudança, impermanência.

E assim limitamos a nossa vida e os nossos sonhos, e na nossa ilusão de segurança/permanência, surgem os conflitos e as lutas de poder, nada mais que estratégias para ultrapassarmos/escondermos a nossa insegurança inata (o nosso "pecado original" ...) e criarmos uma sensação de estabilidade (ou será estagnação?).

 De acordo com Redfield, "este processo de dominação psicológica pode ser observado em todos os lugares, e é a fonte básica de todo o conflito irracional no mundo humano, quer ao nível de indivíduos e famílias, quer ao nível de culturas e nações ". Todos os seres humanos tendem para um de quatro "dramas de controlo" (lutas de poder / energia) de passivo a agressivo:
· Vítimas - dominam, fazem-nos sentir culpados e responsáveis por eles
· Distantes – dominam, atraindo a atenção (energia) para si mesmos, agindo de uma forma reservada.
· Interrogadores – dominam (roubam a energia dos outros) julgando e questionando.
· Dominadores- dominam, ameaçando.

Assim, a raíz do nosso sofrimento advém da nossa ignorância básica, que se manifesta a vários níveis:

1) ignoramos que a nossa emoção mais intrínseca é a insegurança - o nosso instinto de sobrevivência impele-nos à procura da segurança: física e material;  e neste processo incessante de nos protegermos na dimensão física, enfraquecemos na dimensão mental/emocional. Como encontrar então o equilíbrio?

2) ignoramos que o sentimento de insegurança dá origem a medos e expectativas (que por sua vez dão origem à raiva), ora vivendo preso no passado ora fantasiando com o futuro, retirando-nos a nossa liberdade de escolha e poder de decisão (livre arbítrio). Como viver no presente?

3) finalmente, ignoramos que é possível erradicar a nossa insegurança inata (e não apenas controlá-la). Como descobrir a nossa essência?

A psicologia inerente às Ciências Contemplativas apresenta ferramentas poderosas para erradicarmos a nossa insegurança, que nos aprisiona, ensinando-nos a viver no momento presente (Mindfulness). É apenas no agora que temos a hipótese de sermos felizes, livres.

MEDITAÇÃO ANALÍTICA: Dos vários ensinamentos do Venerável Mestre Tibetano Tulku Lobsang que nos podem ajudar a lidar com conflitos, destaco três:

1. Como lidar com os problemas? Só temos dois tipos de problemas:
1º problemas com solução,
2º problemas sem solução.
Se os problemas têm solução, então deixam de ser problemas;
Se não têm solução, então deixam de ser problemas.
Precisamos de desenvolver a sabedoria que nos vai orientar nesta análise das diferentes situações que vivemos. E essa sabedoria chama-se compaixão, por nós e pelos outros.

2. Quem é o nosso pior inimigo?

Nós somos o nosso pior inimigo pois estamos subjugados ao nosso ego e emoções negativas. Tulku Lobsang ensina que não podemos/devemos mudar os outros mas apenas a nós próprios: Muda-te e Mudas o Mundo (Change One, Change All).

3. Como ser feliz? Dando ou recebendo?

Nós vivemos segundo duas dimensões /leis opostas: lei física (matéria) e a lei mental/emocional (energia). Essas leis funcionam de forma oposta, contudo a maioria de nós não está ciente disso. E é devido a esta ignorância que sofremos e os conflitos surgem.

As Ciências Contemplativas explicam porque que na dimensão mental/emocional, a única maneira de receber amor é dando. O foco está no dar, não no receber. Dar amor é a única maneira de receber a energia que precisamos para nos nutrir, emocionalmente.

 
Outros eventos de "Inteligência Emocional e as Ciências Contemplativas", com Tulku Lobsang em Portugal, 28-30 de Janeiro de 2013 (Gaia, Guimarães e Braga).

Inscrições: labmindzero@gmail.com


terça-feira, 27 de novembro de 2012

COMO GERIR A DOR E A DOENÇA? com Tulku Lobsang Rinpoche, 28 Janeiro 2013 - ESTSP

Workshop "Meditação como Terapia da Dor", 28 Janeiro 2013 (9h30-12h30)
Escola Superior de Tecnologias da Sáude do Porto (ESTSP-IPP)

O Venerável Mestre Tulku Lobsang Rinpoche irá transmitir sabedoria e práticas Tibetanas milenares sobre a aplicação da Meditação na Terapia da Dor. Esta workshop é útil para todos os profissionais de saúde e voluntários que lidam no dia-a-dia com pacientes e familares em situação de dor pontual ou dor crónica.


Como lidar com a dor ou doença?

Tulku Lobsang ensina que temos três momentos principais a respeito da dor ou doença: antes, durante e depois. Esta é a forma como devemos lidar com a dor ou a doença em cada um desses três momentos:


I. Antes (não convidar a doença através do medo ou expectativa): não ter medo de doença ou criar grande expectativa de não ficar doente;
II. Durante (aceitação: oposto de apego ou rejeição). Às vezes as pessoas não conseguem parar de pensar sobre suas doenças / problemas; assim elas fecham-se, param de rir e aproveitar a vida – as pessoas matam-se com a sua própria mente "agora estou acabado, terminou tudo ..."

III. Depois (libertar). Muitas vezes as pessoas continuam a perseguir problemas, continuando a falar e pensar sobre doenças.

Assim, a respeito de como lidar com a dor ou a doença um ensinamento fundamental de Tulku Lobsang é a aceitação. Através desta aceitação, somos capazes de canalizar a nossa energia de cura. Existem dois métodos que podem ser usados: a meditação da compaixão e meditação „bliss“ (método mais rápido). Se a dor é nova, o praticante pode sentir os resultados em 24 horas. Se a dor é antiga (crônica) pode demorar um mês para sentir os benefícios.



Enquadramento: A dor é uma reacção imediata do organismo para alertar o cérebro e activar os seus sistemas de protecção. Esses sistemas reagirão de uma de duas maneiras: fazendo a pessoa fugir do que quer que seja que está a causar a dor, ou dando início a um conjunto de mensagens químicas que irão promover a resolução de algum problema do qual a pessoa pode nem ter-se apercebido.

Isto é verdade no caso de uma situação de dor pontual - uma vez eliminada a sua causa, ela desaparece.

A dor crónica é outra história. Este tipo de dor pode ser desencadeado por activação directa dos nervos - por exemplo, quando a inflamação provocada pela artrite dá origem a uma dor surda e insidiosa, ou por nervos danificados ou feridos que enviam mensagens de dor porque deixaram de conseguir desempenhar a sua função, ou ainda por alterações numa área do cérebro que «aprendeu» a receber mensagens que não são de dor e a modificá-las de forma que outras partes do cérebro as interpretem como mensagens de dor. Resultado, sentimos dor quando não há causa para tal, ou quando a causa já foi eliminada.

Infelizmente, a dor crónica afecta uma em cada três pessoas - e 90% das pessoas que sofrem de dor crónica têm dificuldades em dormir.

Pode a meditação ajudar nestes casos também? A resposta é sim!
Décadas de estudos científicos demonstram os benefícios do Yoga e Meditação na Saúde. Saliento dois estudos recentes com aplicações directas sobre o tema Meditação na Terapia da Dor:


1) Universidade de Carnegie Mellon, J. David Creswell, Psicologia, Julho 2012: estudos demonstram que a meditação reduz estados inflamatórios e sentimentos de solidão (link).

2) Universidade de Wisconsin-Madison, Antoine Lutz, daniel F. McFarlin, David M. Perlman, Tim V. Salomons and Richard J. Davidson, Neurociências, Novembro 2012: estudos demonstram que a meditação altera a forma como a pessoa experiencia a dor.

O "truque" está em nos abrirmos à dor (aceitação) em vez de fugirmos da dor (rejeição), de forma a reduzir a ansiedade que piora a experiência da dor. "O objectivo seria mudar a nossa relação com a dor, em vez de mudar a experiência em si", diz Lutz (link).

Um dos investigadores associados a este estudo, Richard Davidson, criou recentemente um centro de investigação híbrido focando as neurociências e as ciências contemplativas: as neurociências contemplativas - Center for Investigating Healthy Minds (link).

As neurociências contemplativas começaram apenas agora a descobrir o tremendo potencial e impacto que a meditação traz para a nossa Saúde e Bem-Estar.

 
Outros eventos de Tulku Lobsang Rinpoche em Portugal, 28-30 de Janeiro 2013 (Gaia, Guimarães e Braga).
Para mais informações: dolma.ventures@gmail.com
 







 





A prática do Yoga será um preditor de saúde?


Palestra 7 Dezembro 2012, 11h30-13h00, ESTSP

A prática do Yoga será um preditor de saúde?

Repercussões ao nível do bem-estar, subjetivo, comportamentos de saúde, suporte social e saúde mental

Palestrante: Isabel Faria (Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Filosofia de Braga)

Discussants: Alunos do 3ª e 4ª ano de Medicina Nuclear, ESTSP-IPP – Laboratório de Criatividade e Empreendedorismo

 

Introdução:
O Yoga é uma disciplina oriental milenar, proveniente da Índia, que possui um conjunto de práticas físicas, respiratórias e meditativas, que são usadas pelo seu praticante no sentido deste integrar harmoniosamente aspetos espirituais, mentais, psicológicos e físicos (Ross, Friedman, Bevans & Thomas, 2012). A própria palavra Yoga, advém etimologicamente do sânscrito “Yuj”, que significa união, sendo que, o Yoga funciona como forma do indivíduo alcançar a união entre corpo e mente, ou, segundo uma perspetiva mística, como forma de alcançar a união entre o Eu superficial com o Eu mais profundo, ou a união do indivíduo com o Cosmos (Pinheiro, Medeiros, Pinheiro & Marinho, 2007). Assim sendo, com a prática do Yoga o indivíduo deverá obter o seu autoaperfeiçoamento, e, dessa forma, atingir uma relação harmoniosa entre si e o mundo que o rodeia.

Na atualidade o Yoga está muito em vogue na sociedade Ocidental, por estar associado a um estilo de vida saudável (Ross, Friedmann, Bevans & Thomas, 2012). Apesar de ser usado no Oriente, desde a sua origem, como forma de tratamento de algumas patologias, no século XX, é que este começou a ser utilizado como tal na sociedade Ocidental, isto porque observaram que a sua prática provocava benefícios psicofisiológicos (Büssing, Michalsen, Khalsa, Telles & Shermans, 2012):

· a prática de posturas designadas de ásanas, pode promover o aumento da força, flexibilidade e coordenação;

· os exercícios respiratórios (pranayama) poderão aumentar estados de relaxamento e diminuir a ansiedade;

· a meditação (dyahna) poderá promover, a nível mental, maior capacidade de concentração (Büssing, Michalsen, Khalsa, Telles & Shermans, 2012; Sengupta, 2012).

 
Assim sendo, a realização de estudos clínicos sobre a aplicação do Yoga em várias condições patológicas tem sofrido um aumento, se bem que muitos deles ainda não sejam conclusivos (Büssing, Michalsen, Khalsa, Telles & Shermans, 2012; Ross, Friedmann, Bevans & Thomas, 2012).

No entanto, este já é utilizado no tratamento de patologias mentais e físicas tais como (Cohen, Warneke, Fouladi, Rodriguez& Chaoul-Reich, 2004; Sengupta, 2012): Depressão, Ansiedade Generalizada, artrite, doenças asmáticas, doenças coronárias, Epilepsia, Hipertensão, Fibromialgia, Diabetes, doenças Oncológicas, entre outras.

 
Participação gratuita

Registo obrigatório: dolma.ventures@gmail.com

Ciclo de Eventos - Benefícios do Yoga na Saúde @ ESTSP - Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto

O Lab MindZero - Capacitação para a Criatividade e Empreendedorismo - da licenciatura de Medicina Nuclear da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto (ESTSP-IPP) está a organizar um ciclo de eventos subordinado ao tema "Os benefícios do Yoga na Saúde".

Enquadramento: Em Fevereiro de 2006, a agência do governo dos Estados Unidos responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como uma prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional.

De facto, várias empresas de assistência médica nos Estados Unidos concedem desconto nos planos de saúde aos praticantes de meditação já que a necessidade de cuidados médicos é reduzida significativamente para quem a pratica regularmente.

Logo de seguida, em Maio de 2006, o Ministério da Saúde Brasileira lançou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer meditação em todo o País.

Estas acções governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como uma prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Entre outros benefícios, estas pesquisas mostram que meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arteriaç, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas  da síndrome pré-menstrual, além de reduzir a dependência de drogas.
 

7 Dezembro 2012 - A prática do Yoga será um preditor de saúde?
Repercussões ao nível do bem-estar, subjetivo, comportamentos de saúde, suporte social e saúde mental

Palestrante: Isabel Faria (Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Filosofia de Braga)
Discussants: Alunos do 3ª e 4ª ano de Medicina Nuclear – Capacitação para a Criatividade e Empreendedorismo (ESTSP – IPP)

 

28 Janeiro 2013 - O Yoga Tibetano e suas aplicações na Saúde, com Venerável Mestre Tulku Lobsang Rinpoche
Sensibilizar para os benefícios e transmitir práticas de Meditação e Ioga Tibetanos, nomeadamente na Terapia da Dor, Resolução de Conflitos e Sindrome Burn-Out.

 => Workshop "Meditação como Terapia da Dor" (9h30 – 12h30)

=> Seminário "Resolução de Conflitos e Lutas de Poder - A perspectiva Budista Tantrayana sobre Energia e Amor" (!5h30 - 18h00)

 => Palestra “Síndrome Burn-Out”(21h00-22h30)

 Para mais informações: dolma.ventures@gmail.com