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domingo, 27 de abril de 2014

Mindfulness no Desporto, na Escola e na Vida - Gestão do Stress e da Ansiedade

Introdução:
A redução do stress e da ansiedade, a prevenção do síndrome burn-out (esgotamento físico e/ou mental), que afecta cada vez mais profissionais e atletas, passa por um trabalho individual, interior, de desenvolvimento da mente, em sintonia com o trabalho físico, de desenvolvimento do corpo.

A serenidade e a felicidade são estados mentais que catalisam os resultados positivos dos estudantes e atletas. Contudo, estes lidam com estados mentais opostos, de stress e ansiedade:
Stress – medo de perder / falhar
Ansiedade – expectativa de ganhar


Problema – Controlo das Emoções.
Somos dominados/controlados pelas emoções pois desconhecemos a natureza da nossa mente, vivendo num modo quase permanente de “piloto-automático”, isto é, reagimos emocionalmente às situações variando entre dois modos instintivos: Flight or Fight (Fuga ou Luta / Defesa ou Ataque).

Isto é verdade quer na Vida, quer na Escola, quer no Desporto. As emoções fazem-nos perder o momento, as oportunidades, a intuição, a sabedoria.

Hipótese em Discussão: Desenvolver a nossa inteligência emocional passa por, gradualmente, sermos capazes de “viver plenamente o momento”, sem stress e ansiedade, observando sem julgamento.

Práticas (Respiração e Meditação)
1.      A ponte entre o corpo e a mente faz-se através da respiração.
2.      A ponte entre a mente intelectual e a mente emocional faz-se através da prática Mindfulness (atenção plena ao momento presente).


Estado da Arte

Mindfulness na Escola - vários estudos indicam que a prática da meditação ajuda os alunos a diminuir o stress e a ansiedade, melhorando ao mesmo tempo as suas capacidades cognitivas, tais como, atenção, memória, concentração, o que lhes faz melhorar o seu desempenho académico.  (fonte: "Exploring the effects of a Mindfulness Program for Students of Secondary School", International Journal of Knowledge Society, 2011).

Mindfulness no Desporto – “a gestão dos factores psicológicos associados ao desempenho desportivo tem sido uma preocupação constante da área da psicologia do desporto. Desde os primeiros estudos sobre a influência da ansiedade no desempenho, passando pela análise das estratégias de coping que os atletas utilizam, até ao conceito mais recente das zonas individuais de funcionamento óptimo (Hanin, 2000), diversas têm sido as abordagens que procuram ajudar os atletas a aplicar plenamente as suas competências físicas, técnicas e tácticas, sem que a componente psicológica as condicione. 

Uma das abordagens mais inovadoras a esta problemática tem sido desenvolvida por Brown, que cruzou o conceito de Mindfulness com a forma como os atletas se motivam para a prática.


Para este autor, o Mindfulness é definido como um estado de atenção a e consciência de aquilo que está a decorrer no presente (Brown & Ryan, 2003).


Parece, assim, que será possível desenvolver estratégias de potenciação do Mindfulness e, desta forma, levar os atletas a apresentar melhores tipos de motivação, que certamente permitiram prolongar o seu empenho, de uma forma equilibrada e saudável”. (fonte: António Palmeira, Universidade Lusófona).


Ver lançamento de  projecto-piloto com a workshop Mindfulness no Desporto e na Vida - a Técnica da Corrida Tibetana (Gang Gyok), com Tulku Lobsang - Janeiro 2013 (link).

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AGENDA de TRABALHOS - 21.Maio.2014
Guimarães - Cidade Europeia do Desporto

 20h30 - Recepção dos Participantes

20h45 - Abertura  - Directora da ESFH e Vereador Desporto - CM Guimarães

21h00 - Palestra

1. Engª Ana Paula de AmorimA importância da Inteligência Emocional para o sucesso académico e profissional”
- Assistente Convidada da ESS.IPP (Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto)
- Capacitação para o Empreendedorismo


2. Doutor  Rui Devesa Ramos "A era da atenção plena (mindfullness) na modificação e potenciação da mente - da psicoterapia ao desenvolvimento humano"
- Doutor em Psicologia Clinica e Psicobiologia
- Professor de Psicoterapia e Psicobiologia na UCP - CR Braga
- Técnico Superior de Saúde - Psicoterapeuta no Hospital Pedro Hispano da Unidade Local de Saúde de Matosinhos
- Investigador na área dos Cuidados Paliativos e Psicoterapia

3. Dr. Filipe Serralva - "Saúde, Sucesso e Meditação - um relato pessoal"
- Equipa de Emergência Médica do Estádio do Dragão


21h45 - Painel de Discussão
- Vereador Amadeu Portilha  (CM-Guimarães) -  Presidente da APOGESD (Associação Portuguesa de Gestão do Desporto)
- Dr. Nelson Puga  (FCP) -  Director de Dept. Médico da Equipa Profissional de Futebol Sénior, Director do Departamento Médico da Federação Portuguesa de Voleibol, Mestrado e Especialidade em Medicina Desportiva
- Dr. Filipe Guimarães (VSC) - Médico do departamento Médico VSC, Médico Fisiatra, pós graduado em Medicina Desportiva e Pós Graduado em Acupunctura Médica Contemporânea.
- Dr. Rui Vaz (VSC) - Médico do departamento médico VSC, Médico Fisiatra, Pós graduado em Medicina Desportiva e Master em Traumatologia Desportiva FCBarcelona.
  

22h30 - Encerramento - Jorge Delgado - Director VSC-Voleibol



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Programa de Formação LAF - Liberdade, Amor, Felicidade

"Love is the magic of happiness", Tulku Lobsang
Fast2Yoga lança a 1ª edição do Programa de Formação LAF (Liberdade, Amor e Felicidade) orientado especialmente para terapeutas, reikianos, voluntários que dedicam a sua vida a ajudar os outros, procurando aliviar-lhes o sofrimento.

Este programa irá capacitar todos neste processo, dado que iremos explorar as razões do sofrimento (emocional) e como depende de cada um alcançarmos a felicidade.

Ser feliz é um estado mental; é a nossa obrigação. Só assim podemos realmente ajudar os outros, transformar o mundo.

Este processo de mudança passa primeiro por realizarmos e aprendermos a viver plenamente o momento (libertando-nos do medo e das expectativas - os nossos maiores inimigos).

A fase seguinte passa por realizar que o "momento" é composto por 3 dimensões, que podem criar círculos viciosos (afundando-nos) ou círculos virtuosos (elevando-nos).

Programa: https://www.facebook.com/events/755486367800304/

Para mais informações: 912422751
Inscrições obrigatórias: dolma.ventures@gmail.com

Inteligência Emocional e Budismo - Sutra do Coração (1-2 Fevereiro - Porto)

Tulku Lobsang em audiência com SS 14º Dalai Lama
Para desenvolvermos a nossa inteligência emocional precisamos primeiros de compreender a natureza da nossa mente e a natureza dos fenómenos.

As Ciências Contemplativas do Budismo Tibetano oferecem-nos Sabedoria e Métodos preciosos para alcançarmos essa compreensão, com vista à Libertação (do sofrimento) e à Felicidade.


Um dos ensinamentos mais preciosos é o Sutra do Coração.

O Venerável Mestre Tulku Lobsang volta a Portugal (Porto, Esposende, Braga) para transmitir mais ensinamentos preciosos sobre Liberdade, Amor, e Felicidade.

Destaco em particular o seminario "Sutra do Coração" (Porto | 1-2 Fevereiro 2014): O Sutra do Coração é um dos mais famosos e poderosos ensinamentos budistas. Aprendendo o Sutra do Coração, temos a oportunidade de desenvolver uma sabedoria profunda acerca da natureza fundamental de nós próprios e da realidade. Através do Sutra do Coração, aprendemos que a nossa forma condicionada de pensar — os nossos hábitos de julgar, separar, rotular os aspectos e os agregados — nos impedem de reconhecer a verdadeira natureza dos fenómenos como vazia. Mesmo os nossos conceitos de “nascimento” e “morte” derivam de uma perspectiva dualista e limitada. Quando entendemos que todas as nossas emoções, pensamentos e sentimentos nem sequer provêm a 100% de nós mesmos, começamos a dissolver o conceito de um “eu” separado.

Inscrevam-se no site oficial: http://www.tulkulamalobsang.org/tourplan/302

domingo, 19 de maio de 2013

Empreendedorismo: ser livre - Sabedoria e Empatia

Na vida temos duas opções: seguir a via da liberdade ou a via da segurança:
=> Um abre caminhos, horizontes através de um circulo virtuoso de acontecimentos;
=> Outro fecha, limita, aprisiona, num circulo vicioso de emoções (ignorância, apego, raiva).

Ignorância significa não reconhecermos que a nossa natureza é liberdade;
só na liberdade encontramos felicidade:
 
"The heart is free;
We just need the courage to follow it"
 
Um empreendedor é um guerreiro (pacífico) que procura expandir a sua existência a dois níveis:
 
1) abrindo a sua mente, libertando-se das suas  "verdades" (preconceitos e percepções distorcidas da realidade) de forma a desenvolver a sua sabedoria (intuição, insight).
 
2) abrindo o seu coração, libertando-se dos seus medos e expectativas, de forma a desenvolver a sua empatia (interna e externa) e conseguir aplicar os principios Lean Start-Up (Eric Reyes), Customer Development (Steve Blank) e Design Thinking (Tim Brown).
 
Quanto menos limitações mentais tivermos, mais aptos estamos a nos conetar com as pessoas, quer a nível pessoal (familia, amigos) quer a nível professional (clientes de diferentes segmentos de mercado), permitindo-nos identificar as suas necessidades e antecipar oportunidades.
 
Ao cortar (eliminar) as minhas "verdades", vou diminuindo a minha ignorância, o que me permite ir desenvolvendo a minha inteligência emocional.

À medida que a minha inteligência emocional aumenta, vou cortando com medos e expectativas, resultantes de viver em piloto-automático, sob o comando do cérebro reptiliano (ler mais aqui).

À medida que corto medos e expectativas, a minha Empatia aumenta.


Quais as "verdades" então a reter?

1) A minha missão na vida é ser feliz, é ser livre, ...
2) sem prejudicar os outros.


Aprende a ser livre com as práticas Fast2yoga - desenvolve a tua inteligência emocional aqui e agora:
Vajra2Yoga - o Yoga dos 5 Elementos: (link1).
Tog Chöd - o Yoga da Espada da Sabedoria (link2).


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Formação Intra e Inter-Empresas: Inovação na Gestão de Pessoas


Ainda que o todo seja maior que as partes, uma organização é tanto mais forte e empreendedora quanto o seu elo mais fraco.

O papel da inteligência emocional no desempenho individual é indiscutível. O stress e a ansiedade (que em descontrolo originam depressão e syndrome burn-out) não são mais do que a nossa incapacidade de desligar o piloto-automático do instinto de sobrevivência do nosso cérebro reptiliano (saber mais aqui).

A nossa mente intelectual evoluiu desde os primordios da nossa espécie, mas a nossa mente emocional não acompanhou tal progresso.

Reagimos e decidimos ainda sobre o registo "flight or fight", defesa / ataque, gerando as nossas emoções básicas fundamentais (venenos mentais): medo e expectativa, raiva e apego.

 A partir destas surgem um sem número de emoções secundárias que se vão desdobrando num círculo vicioso de ignorância (cegueira emocional), raíz de todo o nosso sofrimento e limitações (de salientar a falta de auto-confiança e auto-estima).

Desenvolver a inteligência emocional colectiva é por conseguinte crucial no processo de crescimento e consolidação de uma organização.

A formação de monitores internos da prática Vajra2Yoga (Yoga dos 5 Elementos), transferida das Ciências Contemplativas Tibetanas, permitirá criar programas de gestão de stress e aumento da performance e qualidade de vida dos colaboradores de uma organização.

Mais informação sobre VAJRA2YOGA aqui.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Organizações ambidestras = QI + QE

O sucesso de uma empresa, intrinsecamente ligado à sua a capacidade de inovação, depende cada vez mais não do QI colectivo do seu Dept de I&D / Inovação / Marketing, mas do Quociente Emocional colectivo da organização.

Depende da sua capacidade de criar ambientes que estimulem a criatividade e programas de capacitação de "soft skills" nomeadamente :
1) empatia (para interagir com o cliente e descobrir as suas necessidades),
2) capacidade de decisão (para enfrentar as incertezas naturais a qualquer negócio, em particular em fase de start-up) e
3) intuição/insight para antecipar oportunidades e guiar decisões.
Como então desenvolver o QE colectivo de uma organização? A resposta poderá estar na transferência de conhecimento das Ciências Contemplativas.
Vimos assim convidar-vos a participar no ciclo de eventos "Inteligência Emocional e as Ciências Contemplativas" com o Venerável Mestre Tulku Lobsang Rinpoche, em especial nos eventos de 28 de Janeiro na ESTSP - Gaia, nomeadamente:
1) Seminário: Como gerir conflitos e lutas de poder? 15h30-18h00; e
2) Palestra: Como gerir o stress e síndrome burn-out? 21h00-22h30.
Para mais informações enviar email para labmindzero@gmail.com (registo obrigatório).
Comprovem porque a nossa inteligência emocional é ainda mais importante que o nosso QI para termos sucesso na vida, em termos pessoais ou profissionais (link).
Tulku Lobsang ensina-nos como desenvolver o nosso Quociente Emocional.
Quanto mais elevado for, mais felizes somos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Inteligência Emocional e as Ciências Contemplativas


De uma forma minimalista, o nosso cérebro pode ser esquematizado da seguinte forma: o hemisfério esquerdo associado a um pensamento lógico/analítico e o hemisfério direito a um pensamento holístico:


Os testes de QI (Quociente de Inteligência) foram desenvolvidos no princípio do século XX, para medir as habilidades cognitivas e o intelecto, os quais ainda são habitualmente reconhecidos como a inteligência total. O sistema escolar de todo o mundo, foi desenvolvido para valorizar e desenvolver estas aptidões. Outras aptidões importantes, como a habilidade para estar com outras pessoas, têm sido largamente ignoradas.

No princípio dos anos 80, alguns psicólogos começaram a questionar as reivindicações do QI como sendo o único modelo relevante de inteligência.
Em 1983 Howard Gardner desafiou as assunções do modelo único QI no seu livro “Frames of Mind”, concentrando a sua investigação em “múltiplas inteligências.” Gardner argumentou que temos muitos tipos de inteligência, para além das capacidades lógicas-matemáticas e linguísticas tradicionalmente entendidas como a inteligência. As ideias de Gardner começaram a explicar porque é que o QI, por si, não previa de forma capaz o sucesso na maior parte dos aspectos da vida.
Surge então o conceito de inteligência emocional que segundo Daniel Goleman, talvez o maior expoente mundial nesta área, é: ...a capacidade de reconhecermos os nossos sentimentos e os dos outros, para nos motivarmos a nós próprios e para gerirmos de forma eficaz as emoções nos outros e em nós.Goleman explica que as competências da inteligência emocional são, pelo menos, tão importantes como o tradicional QI para determinarem o sucesso no trabalho e na vida.
Reuven Bar-On, um psicólogo clínico da Universidade de Tel Aviv, desenvolveu testes psicológicos para medir o “Quociente Emocional” ou QE de uma pessoa. Ele descreve os “indivíduos emocionalmente inteligentes,” como sendo: ...geralmente optimistas, flexíveis e realistas; habitualmente bem sucedidos a resolver problemas e capazes de lidar com a tensão sem perder o controlo.
Entretanto, os psicólogos John Mayer e Peter Salovey desenvolveram o conceito da “Inteligência Emocional” ser estruturada por quatro ramos ou “competências:”


1) perceber com precisão as próprias emoções e as dos outros, 2) usar as emoções para facilitar o pensamento, 3) compreender o significado das emoções, 4) gerir as emoções (fonte).

De uma forma de novo minimalista,
o nosso "Quociente Emocional" mede a nossa capacidade de ser FELIZ.
E investigação realizada por neurocientistas identificou Mathieu Ricard como o homem mais feliz do mundo (TED Talk). Quando monges budistas Tibetanos meditam durante vários anos, a estrutura molecular dos seus cérebros altera-se gradualmente (plasticidade cerebral). Ressonâncias mangnéticas demonstram que experienciam mais actividade no cortex pre-frontal esquerdo (uma parte do cérebro associada à felicidade) e menos actividade no lado direito (que lida com pensamentos negativos) - fonte, o que parece validar a hipótese da lateralização das emoções (Valence Hypothesis).

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Como desenvolver a nossa inteligência emocional?
Aprenda com o Venerável Mestre Tulku Lonsang, 28-29 Janeiro 2013, Gaia|Guimarães.
LEAN by doing: Lean body and mind.

Registo: tibetan.ventures@gmail.com
Para mais informações: link

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Como lidar com o medo e ansiedade? Como lidar com a mudança?

Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto (ESTSP-IPP), 28 Janeiro 2013, 15h30-18h00

Seminário: "Resolução de Conflitos e Lutas de Poder - a perspectiva das Ciências Contemplativas"

Questão: Porque surgem os conflitos e as lutas de poder? Porque somos aversos ao risco e à mudança? Porque sofremos de stress?

Por muito que nos custe admitir, o stress é síntoma de insegurança. E por conseguinte, este é agravado pela nossa incapacidade de lidar com a mudança e a diferença. Inconscientemente disfarçamos/lidamos com esse sentimento de insegurança de variadas formas, tentando dominar o que nos rodeia (pessoas e acontecimentos) para nos sentirmos seguros.

Somo assim aversos ao risco e à mudança, o que significa que temos medo da vida, pois vida é mudança, impermanência.

E assim limitamos a nossa vida e os nossos sonhos, e na nossa ilusão de segurança/permanência, surgem os conflitos e as lutas de poder, nada mais que estratégias para ultrapassarmos/escondermos a nossa insegurança inata (o nosso "pecado original" ...) e criarmos uma sensação de estabilidade (ou será estagnação?).

 De acordo com Redfield, "este processo de dominação psicológica pode ser observado em todos os lugares, e é a fonte básica de todo o conflito irracional no mundo humano, quer ao nível de indivíduos e famílias, quer ao nível de culturas e nações ". Todos os seres humanos tendem para um de quatro "dramas de controlo" (lutas de poder / energia) de passivo a agressivo:
· Vítimas - dominam, fazem-nos sentir culpados e responsáveis por eles
· Distantes – dominam, atraindo a atenção (energia) para si mesmos, agindo de uma forma reservada.
· Interrogadores – dominam (roubam a energia dos outros) julgando e questionando.
· Dominadores- dominam, ameaçando.

Assim, a raíz do nosso sofrimento advém da nossa ignorância básica, que se manifesta a vários níveis:

1) ignoramos que a nossa emoção mais intrínseca é a insegurança - o nosso instinto de sobrevivência impele-nos à procura da segurança: física e material;  e neste processo incessante de nos protegermos na dimensão física, enfraquecemos na dimensão mental/emocional. Como encontrar então o equilíbrio?

2) ignoramos que o sentimento de insegurança dá origem a medos e expectativas (que por sua vez dão origem à raiva), ora vivendo preso no passado ora fantasiando com o futuro, retirando-nos a nossa liberdade de escolha e poder de decisão (livre arbítrio). Como viver no presente?

3) finalmente, ignoramos que é possível erradicar a nossa insegurança inata (e não apenas controlá-la). Como descobrir a nossa essência?

A psicologia inerente às Ciências Contemplativas apresenta ferramentas poderosas para erradicarmos a nossa insegurança, que nos aprisiona, ensinando-nos a viver no momento presente (Mindfulness). É apenas no agora que temos a hipótese de sermos felizes, livres.

MEDITAÇÃO ANALÍTICA: Dos vários ensinamentos do Venerável Mestre Tibetano Tulku Lobsang que nos podem ajudar a lidar com conflitos, destaco três:

1. Como lidar com os problemas? Só temos dois tipos de problemas:
1º problemas com solução,
2º problemas sem solução.
Se os problemas têm solução, então deixam de ser problemas;
Se não têm solução, então deixam de ser problemas.
Precisamos de desenvolver a sabedoria que nos vai orientar nesta análise das diferentes situações que vivemos. E essa sabedoria chama-se compaixão, por nós e pelos outros.

2. Quem é o nosso pior inimigo?

Nós somos o nosso pior inimigo pois estamos subjugados ao nosso ego e emoções negativas. Tulku Lobsang ensina que não podemos/devemos mudar os outros mas apenas a nós próprios: Muda-te e Mudas o Mundo (Change One, Change All).

3. Como ser feliz? Dando ou recebendo?

Nós vivemos segundo duas dimensões /leis opostas: lei física (matéria) e a lei mental/emocional (energia). Essas leis funcionam de forma oposta, contudo a maioria de nós não está ciente disso. E é devido a esta ignorância que sofremos e os conflitos surgem.

As Ciências Contemplativas explicam porque que na dimensão mental/emocional, a única maneira de receber amor é dando. O foco está no dar, não no receber. Dar amor é a única maneira de receber a energia que precisamos para nos nutrir, emocionalmente.

 
Outros eventos de "Inteligência Emocional e as Ciências Contemplativas", com Tulku Lobsang em Portugal, 28-30 de Janeiro de 2013 (Gaia, Guimarães e Braga).

Inscrições: labmindzero@gmail.com